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Zona de conforto, onde morrem os sonhos.

Ouço muitas pessoas dizerem que não promovem a grande transformação que querem na vida pessoal ou profissional porque ainda estão planejando, estudando cuidadosamente cada passo a ser dado e que somente partirão para a ação quando todas as variáveis forem favoráveis ou, pelo menos, estiverem sob controle.

É claro que prudência e planejamento adequado são necessários em qualquer tomada de decisão, principalmente quando tratamos de alterar o rumo de nossas vidas, seja no âmbito pessoal/familiar, ou nos planos de carreira. Isso é mais que uma questão de segurança, é, acima de tudo, uma questão de inteligência.

Ocorre que é muito difícil, diria quase impossível, termos todas as condições favoráveis para uma grande tomada de decisão pelo simples fato de que algumas variáveis são externas e, por isso, incontroláveis.

Mudar pressupõe riscos, ainda que eles possam ser minimizados por um bom planejamento, contudo, algumas pessoas passam toda a vida planejando e morrem sem terem tentado o que tanto desejavam por não terem se sentido suficientemente seguras. Nessas pessoas é comum a existência de uma tristeza crônica, uma amargura quase patológica pela frustração que carregaram pela vida inteira.

Essa é a vida na zona de conforto que, para mim, de confortável não tem nada. Sempre que ouço alguma coisa sobre zona de conforto, o termo está relacionado a uma necessidade ou intenção de mudança. Ora, se é confortável por que mudar? Na verdade essa é a zona do medo e da incerteza que, ao invés de instigar e  mover para a ação como seria desejável, ela paralisa e acovarda.

Para explicar a falta de atitude que deveria suceder a intenção de mudança, é comum o uso das desculpas verdadeiras. Desculpas verdadeiras são as justificativas que damos para nós mesmos quando deixamos de fazer – ou de tentar – aquilo que sabíamos que poderia e deveria ser feito. É esse dilema interno que causa tristeza e amargura.

Para ilustrar a falta de atitude justificada por desculpas verdadeiras cito o exemplo de quando me mudei de São Carlos, no interior de São Paulo, para a capital do estado no ano 2000. Trabalhava em um banco e meus colegas de São Paulo diziam que não entendiam como eu tinha vindo para a metrópole sendo que eles, na maioria, queriam fazer o caminho inverso e irem para o interior. Minha resposta, invariavelmente era a seguinte: Se querem morar no interior, por que vocês não vão? Os retornos que recebia eram variações do mesmo tema como, aqui é melhor para meus filhos estudarem ou aqui tem mais opções de trabalho, enfim, um monte de desculpas ainda que verdadeiras.

Na maioria desses casos, o que faltava mesmo eram coragem e ousadia. Faltava a decisão de dar o primeiro passo.

É preciso ficar atento porque é fácil confundir ousadia com irresponsabilidade e uma coisa certamente não tem nada a ver com a outra.

Amyr Klink, o grande navegador brasileiro que já atravessou o Oceano Atlântico em um barco a remo não gosta de ser chamado de aventureiro, mas diz coisas como; “Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir”. Ele é um dos que planeja à exaustão, mas executa cada um dos seus planos.  Provavelmente ele sabe que a zona de conforto tem uma incrível capacidade de matar os nossos sonhos.

Luiz Eduardo Neves Loureiro

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2 Comments

  1. Marcia Santos10-17-2014

    Olá Coach Márcia, tudo bem?

    Li esse artigo e acho que cabe bem nos encontros entre Coach e Coachee…

    Enjoy… bjossss do Arnaldo.

  2. Arnaldo Lucca10-17-2014

    Para ter o artigo encaminhado a Márcia…

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