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Viva a vida com equilíbrio.

Há tempos venho pensando sobre a importância do equilíbrio em nossas vidas. É um pensamento recorrente, mas que aparece com maior ou menor intensidade dependendo da ocasião.  A última vez foi em uma conversa com um colega de academia.

Disse-me ele disse que estava ficando velho e que sentia que devia “diminuir o ritmo e curtir mais a vida”. Pensei muito naquela conversa, principalmente porque era a semana do meu aniversário e, considerando que sou mais velho que ele, deveria estar bem mais preocupado que ele.

Porém, isso não aconteceu comigo, em primeiro lugar porque sou uma daquelas pessoas que gostam de fazer aniversário, não tenho vergonha de contar aos outros e nem de receber os parabéns, acho que fazer aniversário é importante, é a confirmação da vivência e da experiência de vida, tão importantes quanto os diplomas e títulos supervalorizados profissionalmente.

Mas, voltando aos meus pensamentos, sou partidário da ideia de que não podemos esperar a velhice para só então fazermos as coisas que nos dão prazer.

É lógico que, para a maioria das pessoas, não é possível viver viajando pelo mundo, jogando golfe ou curtindo o ócio absoluto (tem gente que gosta disso) durante a vida útil profissional. Aí é que entra o equilíbrio de que falava, para termos satisfação com nossa vida temos que nos preocupar com todos os componentes dela.

Profissão, família, lazer, espiritualidade ou religião, amigos, saúde, enfim, tudo é importante e tudo deve ter seu peso correto na nossa jornada sob o risco de, quando acharmos que chegou a hora de dar mais atenção para esse ou aquele aspecto, não termos mais as condições necessárias para isso.

Temos que fazer como a arte do patchwork ou, em uma tradução literal, trabalho com retalhos. O patchwork é muito comum em algumas cidades dos EUA. Nesses lugares as mulheres se reúnem para a produção de colchas, edredons e almofadas usando retalhos e sobras de tecidos de diversos padrões e cores, cujo resultado final é sempre muito bonito e valorizado por todos, em alguns casos ficando no limiar entre o artesanato e a arte.

Sugiro que façamos de nossas vidas uma colcha de retalhos. Não no sentido de bagunça ou de juntar em uma mesma peça, várias outras indesejadas ou rejeitadas. Uma colcha de retalhos bonita e apreciada dever ser feita com muita atenção, carinho e dedicação com diversas peças diferentes, mas que se integram em perfeita harmonia, resultando em um produto bonito e do qual nos orgulhamos.

Assim deve ser nossa vida, construída aos poucos, com diversos ingredientes diferentes, mas complementares e fundamentais para o resultado final.

Decidi há muito tempo que não vou esperar a velhice para aproveitar o melhor da vida. Sei que é possível fazer isso sem precisar me aposentar, basta manter o equilíbrio entre todas as minhas atividades, ter muito prazer em viver e não perder o foco do objetivo final, que é ser feliz e fazer felizes aqueles que convivem comigo.

Parece pretensioso, mas esse é o meu jeito de encarar a vida.

Luiz Eduardo Neves Loureiro

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