BLOG

Uma aventura no metrô – A teoria dos 90/10

Hoje às 6h15 fiz meu treino de CrossFit e emendei com um café com uma candidata a coachee. Treino muito bom, café com a agora cliente de coach igualmente bom.

Voltando para casa de metrô, por acaso na companhia do meu filho, meu telefone celular escorregou do bolso e caiu num vão entre o banco e a parede do trem num espaço exíguo que se o celular tivesse mais dois milímetros de espessura não passaria.

Bem, tinha que tentar tirar o celular de lá… Tentei enfiar a mão e não passava nem o dedo mindinho. Meu filho recorreu ao canivete suíço, que ele usa como chaveiro e resolve quase todas as pendengas (lembram do MacGyver), mas dessa vez não adiantou, a lâmina era curta e não chegava no objetivo. Tentou laçar com a corda de pular que carrego na mochila, mas não tinha espaço. Uma passageira muito gentil se solidarizou conosco e perguntou se uma caneta ajudaria. – Sim, claro – respondeu meu filho, mas a caneta também era curta. Enquanto isso outros passageiros olhavam com certa compaixão, mas, talvez cientes de que não teriam muito a fazer, não se manifestavam.

Nisso estávamos chegando à estação Paraíso que seria o nosso destino. Pedi para me filho descer e avisar o BackOffice do metrô sobre o ocorrido comunicando o número do vagão e que eu estaria esperando.

Na estação Sacomã, cinco estações depois do meu destino, entrou um funcionário do metrô uniformizado procurando com o olhar a quem ele deveria ajudar. Dei um sinal e ele prontamente se apresentou e, com uma lanterna em punho, visualizou o celular e, via rádio, confirmou a ocorrência para sua central que o orientou a soltar dois parafusos, com a mão mesmo, e recolher o aparelho.

Nessa altura estávamos na estação Vila Prudente, ponto final da linha verde naquele sentido. Tudo resolvido, sem traumas ou sequelas, a não ser pelo fato de eu ter andado sete estações a mais, ter que percorrer todo o caminho de volta e ter, por isso, bagunçado minha agenda da manhã.

Aí é que me lembrei da teoria dos 90 / 10. Ela diz que 10% das nossas ocorrências diárias são imponderáveis e imprevisíveis, as outras 90% são decorrência do tratamento que damos às imprevisibilidades. Foi bom me lembrar disso. Tenho certeza que meu dia não será pior por conta desse contratempo, aliás, naquelas de procurar ver o lado bom das coisas destaquei o seguinte:

- Meu celular anterior não caberia naquele espaço, mas ele era velhinho e felizmente o atual é bem mais moderno.

- Meu filho, muito por acaso, estava comigo e pode sair do trem para pedir ajuda.

- Recebi solidariedade de estranhos que perceberam minha dificuldade.

- O Metrô foi rápido e solicito e não fez nenhum questionamento, recomendação ou insinuação sobre o incidente.

Disso tudo tirei muito aprendizado, treinei minha paciência e arrumei uma história pra contar.

Luiz Eduardo Neves Loureiro – Coach, consultor e palestrante

Gostou do post? Quer continuar acompanhando nosso blog? Siga nossa fan page no Facebook.

4winners Análises e Soluções Empresariais