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Os seis pilares do coaching – 6º Alianças produtivas (networking)

O sexto e último dos pilares do coaching trata de uma habilidade que toda pessoa deve desenvolver, praticar e consolidar, tanto para conseguir uma sólida evolução profissional, como para um convívio social harmonioso e saudável.

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Trata-se da habilidade para relacionar-se com pessoas, grupos ou entidades.

O que é conhecido nos meios profissionais e de autogestão de carreira como networking era, até pouco tempo atrás, possuir um imenso banco de dados com nome, telefone, e-mail e empresa que trabalha de todas as pessoas que, por qualquer motivo, tivesse cruzado o seu caminho e (pasmem) trocado cartão com você.

Em tempos de conexão total e fascínio pelas redes sociais, ter um bom networking significa para muitos, possuir “um milhão de amigos” no Facebook e outra infinidade de conexões no LinkedIn. É claro que isso é um parâmetro quantitativo, mas não significa muita coisa em termos de qualidade dos relacionamentos.

Um relacionamento de qualidade é aquele que pode ser facilmente elevado a uma aliança produtiva, ou seja, a uma relação que, de forma justa e igualitária possa gerar benefícios a todos os envolvidos.

Muito se diz sobre os relacionamentos “por interesse”. É claro que isso não é desejável, mas somente se ele for uma via de mão única em que faltem principalmente dois componentes:

1- Reciprocidade

2- Clareza nos objetivos e intenções

O sentido de reciprocidade proporciona o desejado ganha-ganha, porque se um relacionamento for proveitoso para apenas um dos lados a relação se enfraquecerá e, o que é pior, poderá gerar magoas e ressentimentos. Contudo, a retribuição a um favor não deve ser encarada como o pagamento de uma dívida ou como obrigação, ela deve ser uma ação natural e espontânea que faz a roda girar e se consolidar em uma ação produtiva.

A clareza nos objetivos e intenções é importante para que não haja dúvidas sobre o motivo de um contato ou acionamento. É muito desagradável quando alguém liga ou manda um e-mail depois de longo tempo de sumiço “somente para dar um oi” e, do nada, no final da conversa, pede um favor ou alguma coisa do gênero. É muito melhor que a intenção do contato seja explicitada logo no começo. Exemplo: “Oi, tudo bem? Lembrei-me de você porque….” É lógico que deve ter um preâmbulo ou quebra-gelo aí, mas a intenção do contato deve estar claramente colocada.

Um processo de coaching será muito melhor sucedido se o coachee (cliente) conseguir estabelecer alianças produtivas para atingir suas metas, pois atingir objetivos pessoais ou profissionais sozinho é praticamente impossível ou muito mais difícil e doloroso.

Nesse contexto, é papel do profissional de coaching facilitar a aceitação do seu cliente, pois é senso comum achar “feio” pedir favor ou propor parcerias para quem está teoricamente em posição de superioridade e, para alguns, expor planos ou objetivos de vida “dá azar” e, para estes, já é um grande esforço compartilhá-los com o coach, que dirá abri-los para terceiros.

São tantos os paradigmas envolvidos no que conhecemos por networking que é muito comum as pessoas que dizem que o tem não saberem tirar proveito dele.

Luiz Eduardo Neves Loureiro

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