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Os seis pilares do Coaching – 2º Autoestima elevada

É comum as pessoas optarem por um Programa de Coaching, seja qual for a modalidade, para tentar melhorar um aspecto pessoal com o qual não estão satisfeitas ou que lhes foi apontado por chefes, colegas, cônjuge, etc., como sendo um ponto frágil seu.

O simples fato de reconhecer ou ser “acusado” de ter uma fragilidade ou deficiência comportamental, já pode ser suficiente para minar a confiança e a segurança dos coachees (clientes de coaching), refletindo negativamente na autoestima dos indivíduos.

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Aí começa um grande paradoxo dos Programas de Coaching que pressupõem mudanças de comportamento e de padrão mental, pressupõem também desenvolvimento e superação de obstáculos, sejam eles internos como hábitos e travas emocionais ou externos como relacionamentos difíceis, deficiência na capacitação técnica, etc.

Por melhor que seja o profissional de Coaching contratado, tais mudanças e conquistas se darão única e exclusivamente pela ação, determinação e persistência do coachee, mas não é difícil imaginar que fica muito complicado, praticamente impossível, atingir todos os objetivos de Coaching, justamente no momento em que ele pode estar fragilizado, pelo menos nos aspectos que pretende ou precisa melhorar.

Outro fator que pesa muito e ajuda a derrubar a autoestima dos clientes de coaching é que ainda existe um mito de que o coaching solicitado/recomendado pela empresa, seja pelo RH ou pelo gestor direto, é considerado punição ou uma “última chance” para profissionais com problemas de performance ou estagnados na carreira.

Por tudo isso se torna fundamental que, após conhecer ou ajudar a definir as metas do cliente, o Coach dedique total atenção à elevação de sua autoestima, considerando que, quanto mais alto for o cargo na escala hierárquica das organizações, mais difícil fica para um profissional admitir fraquezas e inseguranças. Esse momento depende de muita habilidade do Coach para que consiga estabelecer uma relação de confiança o mais rápido possível a fim de quebrar a resistência e autoproteção que estes profissionais impõem.

Alguns Programas de Coaching pregam o pragmatismo e focam única e exclusivamente no resultado desejado, desconsiderando que tal resultado será atingido por um ser humano e sua consistência dependerá diretamente do grau de satisfação e do comprometimento com o processo, o que torna o tal resultado uma “simples” consequência de um processo muito bem estruturado que não prioriza o desenvolvimento humano.

Na essência, autoestima, o segundo dos Seis Pilares do Coaching, nada mais é do que a diferença de atenção que damos para os nossos pontos positivos, conquistas e reconhecimentos versus nossos medos, traumas e situações tidas como derrotas.

É papel do Coach, facilitar esse entendimento do coachee e fazê-lo crer no seu poder de transformação e no seu protagonismo. Se não for assim não é Coaching.

Luiz Eduardo Neves Loureiro

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