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O que gestores de pessoas têm a aprender com a seleção brasileira de futebol


Nas equipes de trabalho, qualquer que seja, o senso de cooperação e de resultado de grupo se fundamenta no princípio da confiança. Confiança entre os membros, confiança na liderança direta, confiança na instituição e, como não poderia deixar de ser, na autoconfiança.

Com essa afirmação começo a comparar a seleção brasileira de futebol com as equipes de trabalho das instituições não esportivas, e faço algumas ponderações:

1 – Para um jogador da atual seleção é possível acreditar que ele está seguro no time? Não? Então ponto para o individualismo, porque ele vai tentar se garantir para a próxima convocação.

2 – Lembrando como se deu a última troca de técnico – saída de Mano Menezes e entrada de Luiz Felipe Scolari – e considerando os resultados recentes e críticas ao que entrou, é possível o grupo estar confiante e seguro? Talvez… Isso se levarmos em conta apenas o passado e não a evolução e inovação que qualquer negócio exige.

3 – Considerando as inúmeras crises de gestão e de credibilidade da CBF e seus dirigentes, é possível ter orgulho e satisfação em vestir a camisa “amarelinha”? Ou será que os atletas o fazem porque isso pode valorizar seus passes e alavancar suas carreiras?

Dirão alguns, “mas é o Brasil e isso tem que ser levado em conta”, e aí eu teria que abrir outro capítulo neste texto só para falar sobre isso.

O fato é que em qualquer organização não é possível cobrar resultado de equipe se não houver senso de pertencimento.

Não dá para sentir-se parte, se não houver sequencia, reconhecimento e valorização do trabalho.

Não dá para confiar no líder se ele demonstra insegurança, irritação e um grande desconforto quando fala da “sua” equipe.

É difícil – quase impossível – sentir orgulho por trabalhar em uma instituição que não respeita os seus colaboradores, conflita constantemente com o mercado e ignora a opinião pública em suas questões ditas “internas”.

Contudo, é possível, para muitas pessoas, trabalhar em instituições com estas características, só não lhes cobre comprometimento com a organização e com o trabalho em equipe. Elas estão ali de passagem e tentando conseguir espaço em um lugar melhor. É uma pena.

 

Luiz Eduardo Neves Loureiro 

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