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O incrível poder da palavra

Há algum tempo fiz uma síntese do texto “Palavras: a ferramenta do executivo”, dos psicólogos franceses Alain Chanlat e Renée Bédard.

Escolhi esse escrito por tratar de um assunto no qual eu tenho grande interesse. Entendo que a palavra é a principal ferramenta do executivo e, na forma falada, ela ganha dimensões inimagináveis.

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Nunca havia ouvido alguém dizer, como os autores citados, que a atividade que toma mais tempo do executivo é a fala. Normalmente entendemos que a fala é apenas um meio utilizado na execução de determinadas atividades, no entanto a palavra pode ser o ponto principal, o fator que definirá o sucesso ou fracasso de um projeto ou ação.

A situação de trabalho que vi fielmente demonstrada no referido texto é a que demonstra o poder da palavra dos “líderes de turma”. Algumas pessoas, talvez por não saberem o poder que a palavra exerce sobre as outras, a usam de forma inadequada e isso pode causar sérios danos aos indivíduos e por extensão às equipes de trabalho. Mas, o que é pior, alguns gestores, justamente por saberem o quão poderosa é a sua fala, a usa para pressionar ou amedrontar seus subordinados.

Uma mistura explosiva na mão de um executivo despreparado é a do “dom da palavra” juntamente com o poder que lhe é conferido pelo cargo que ocupa. Quando digo despreparado, quero dizer aquele que ignora o lado humano nas relações de trabalho, aquele que pensa somente no resultado imediato, ainda que isso lhe custe um alto turnover e elevado nível de absenteísmo.

O resultado conseguido através da pressão da palavra jocosa, tendenciosa ou maldosa é mais rápido, porém efêmero, nesse tipo de relação não se conquista confiança, portanto, lealdade ou fidelidade por parte dos funcionários não deve ser esperada.

O poder da palavra usada inadequadamente tem gerado os diversos tipos de assédio que temos visto nas reclamações trabalhistas. Ao já conhecido assédio sexual, também efetivado através de insinuações e meias palavras, soma-se o assédio moral e o assédio psicológico, novas formas de se expor um antigo problema, existente em maior ou menor grau na maioria das instituições, sejam elas públicas, privadas ou sociais, aí incluídos famílias, grupos de amigos e outros que se formam fora das empresas.

O mundo ideal seria aquele em que todas as pessoas saberiam que carregam uma arma, que essa arma não é detectada por equipamentos de segurança, não causa ferimento físico aparente, mas que, ainda assim, podem causar sérios danos às pessoas e às empresas; importante ressaltar que esta arma é usada por todos, independentemente da posição hierárquica, e que qualquer um pode causar os danos citados acima.

Nesse mundo ideal, além de todos saberem que carregam uma arma muito poderosa, todos saberiam também que, essa arma se bem usada, pode elevar a autoestima e o poder de realização das pessoas e por consequência o resultado das empresas.

Dessa forma todos seriam cordiais, porém sinceros, as relações seriam baseadas em confiança e credibilidade e, sem dúvida, a satisfação com o trabalho seria infinitamente maior. Tudo isso apenas através das palavras.

Luiz Eduardo Neves Loureiro

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