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Quer melhorar os resultados? Envolva sua equipe.

Que duas pessoas pensam melhor que uma, todo mundo já ouviu falar. Que um grupo de pessoas pensa melhor ainda, não tenho dúvidas. Mas como direcionar produtivamente este pensamento transformando as idéias em ação e ação em resultado?

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O que tenho visto nas organizações é que ainda existe uma grande dificuldade em “delegar o pensamento”. Executivos e empresários tendem a monopolizar a resolução de problemas e, o que é pior, monopolizam também o pensamento criativo e inovador trazendo soluções prontas, desperdiçando com isso o potencial existente nos colaboradores, principalmente quando agrupados em equipes multidisciplinares e multifuncionais.

Alguns executivos dizem que gostariam que seus colaboradores apresentassem maior “empowerment” e “ownership”, traduzem o primeiro como a assunção de responsabilidades, pró-atividade, discernimento na tomada de decisão e o segundo como o “senso de dono”, “pensar com a cabeça do patrão” e coisas nesse sentido.

Ocorre que não dá para ensinar estes comportamentos em um treinamento teórico do tipo mesa, cadeira, apostila, professor e PowerPoint. Entender o conceito, todo mundo entende. Daí a adquirir o comportamento, a distância é grande. Grande e cara.

Desconheço outra maneira de fazer com que as pessoas se comprometam com os processos e os resultados de uma organização que não seja envolvendo-as em todas as etapas do pensamento. Não estou falando do plano estratégico da companhia, mas sim dos desdobramentos em temas específicos e das ações que propiciarão o resultado almejado.

Empresas gastam fortunas em planejamento e não entendem porque falham na implantação. A diferença está entre ter que fazer e querer fazer. Soluções prontas, elaboradas na sala da diretoria ou no escritório de conceituadas consultorias priorizam “o que” e não o “como”.

Quando é dado às equipes executoras o privilégio de participarem ativamente do processo de construção, seja de novas idéias, melhoria de processos ou resolução de problemas, o resultado é um reforço no senso de pertencimento e na “paternidade do projeto”, aumentando significativamente o comprometimento com a implantação.

Delegação de tarefas não se questiona mais, agora é preciso dar um passo adiante.

Os executivos e empresários que optarem pelas oficinas para inovação e melhoria de processos, ou para desenvolvimento de produtos, compostas por seus próprios colaboradores, com estruturação e metodologia específica, terão vários ganhos: nos processos ganha-se com a redução expressiva dos custos de implantação e com a maior eficiência deles – já que foram desenvolvidos pelos maiores interessados;  na gestão e desenvolvimento de pessoas o resultado é o aumento do engajamento e comprometimento pessoal e um senso de equipe dificilmente conseguido com as práticas convencionais de gestão de RH.

Agora, a confiança na capacidade de inovação e de criação das equipes executoras, e o fim do “monopólio do pensamento” são grandes desafios dos executivos e gestores.

Luiz Eduardo Neves Loureiro

 

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