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Feedback – Muito útil, mas sempre polêmico.

O feedback é tido e aceito pela maioria dos gestores e profissionais de RH como uma importante técnica de desenvolvimento humano. É gratuito, consome pouco tempo e não necessita de infraestrutura ou de recursos adicionais para ser utilizado. Mesmo com todas estas características positivas o feedback tem um grande potencial para minar as energias do ambiente de trabalho, deteriorar relações profissionais e, no extremo, desperdiçar promissores talentos das organizações.

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O problema está na má interpretação do que é o feedback. É importante esclarecer que não se trata de um recurso ou ferramenta que possa ser comprada e usada a qualquer momento por qualquer um.

Mas então, o que é o Feedback? É uma técnica, ou mais que isso, é uma habilidade de liderança que, como qualquer habilidade, muitos não a possui, mas todos podem adquiri-la, desenvolvê-la e aprimorá-la.

Como o termo está muito batido e desgastado, a maioria dos gestores acha que domina o tema e não procura desenvolver a habilidade, continuar aprimorando-a ou, o que é pior, não presta mais atenção e faz o que deveria ser o feedback no modo “piloto automático”, no calor da crise, sem filtros ou reflexões prévias.

Isso gera alguns absurdos como:

- “É claro que eu sei dar feedback, mas não deu pra segurar, ele tinha que ouvir umas verdades.”

- “Tem hora que não dá pra ficar com mimimi, a conversa tem que ser profissional e tem pessoas que não aguentam o tranco.”

- “Conheço muito bem meus funcionários e sei como tenho que falar com eles. Quando chamo para um feedback eles já vêm tremendo.”

Sim, estas e outras frases são ditas por executivos muito bem formados, alguns no ápice da carreira, com a maior naturalidade do mundo, eles acham que estão certos e que feedback não funciona para o desenvolvimento e melhoria da performance profissional de seus funcionários.

Há tempos escrevi um artigo com o título “Isso sim é feedback! Será?” no qual fiz, de uma forma bem irônica, um passo a passo do mal feedback. O curioso é que, o que me inspirou para aquele texto foi uma conversa que tive com uma diretora de uma empresa de recursos humanos das mais conceituadas do mercado e ela falou tudo aquilo pra mim, sem tirar nem por, numa prova clara de que, até quem vende o “produto” pode ser incapaz de saber usá-lo.

Portanto, o fundamental para o sucesso do feedback é que ele tenha uma intenção verdadeira de desenvolvimento e se dê numa relação de confiança estabelecida no dia a dia do trabalho, caso contrário será encarado somente como uma bronca, e broncas não desenvolvem pessoas, não geram confiança e muito menos comprometimento.

Se broncas não funcionam com filhos, como funcionará com aqueles que têm a opção de, no dia seguinte, não precisar mais olhar para a nossa cara?

Luiz Eduardo Neves Loureiro

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