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Eu quero ir pra Lua!

Quando era criança queria ser aviador, esse era o termo usado para o que conhecemos hoje por piloto de avião. Queria ser aviador, pois sabia que era o primeiro passo para ser astronauta, esse sim o meu grande sonho. O que eu queria na verdade era ir pra lua, afinal esse havia sido o grande feito dos americanos na disputa com os soviéticos pela conquista do espaço, isso dava uma sensação que era um misto de poder e liberdade que, para mim, era o máximo.

Com o passar dos anos passei a ter outros interesses e aquele sonho de criança passou a ser apenas mais um assunto dentre tantos outros para os quais dava alguma importância. Não realizar esse sonho não chegou a se tornar uma frustração porque nunca o levei verdadeiramente a sério, contudo, ele me ensinou muitas coisas que hoje são úteis na minha vida profissional e pessoal.

Aprendi que antes de qualquer lançamento ao espaço existe um treinamento exaustivo, não apenas daqueles que tripularão o voo como de toda a equipe de terra envolvida com o projeto. Para o astronauta especificamente, este é um período de muita tensão e ansiedade, sensações que ele deverá dominar para poder dar continuidade ao trabalho e realizar a sua missão.

Quando um astronauta é escolhido para tripular uma missão ele sabe que seu encargo é grande pela evidente importância e custo da operação e também pela sua responsabilidade pessoal, uma vez que poucos são escolhidos dentre milhares de candidatos existentes. Nesse período é exigida do astronauta uma dedicação maior ao trabalho, pois além dos seus afazeres ele deverá se preocupar em treinar e estudar repetidamente os procedimentos de voo, principalmente a rotina de lançamento que, sem dúvida, é o momento de maior tensão e risco de sua atividade.

Deverá se preocupar também com seu condicionamento físico, pois de nada adiantará estar intelectual e emocionalmente preparado se o corpo não aguentar a missão. As reuniões também são muito comuns nessa fase. Reunião, feita com técnica e objetividade, ainda é a maneira mais eficaz de se unificar linguagem, procedimentos e de proporcionar aos times de trabalho o autoconhecimento necessário para concluírem com êxito os seus projetos.

Chegado o momento do lançamento, os astronautas são acomodados em seus postos, todo o restante do time é devidamente posicionado, todos, sem exceção, sabem exatamente o que devem fazer naquele momento, sabem também qual será o plano B caso alguma coisa saia do previsto. Nesses instantes ninguém tira os olhos dos instrumentos de controle e não desviam o foco de sua atenção por nada, duvido até que pisquem.

Para o lançamento, o esforço necessário é tão grande que mais da metade de todo o combustível utilizado é consumido para que o equipamento se coloque em movimento e entre na órbita da Terra, depois disso muito pouco combustível é consumido. Passado os minutos de tensão e apreensão do lançamento todos comemoram, se abraçam e celebram o sucesso da parte mais difícil do projeto, nesse momento já é possível ver os astronautas acenando para as câmeras de TVs e, a partir daí até o retorno a Terra o trabalho é rotineiro e de acompanhamento sendo necessária mais atenção apenas em possíveis imprevistos e no momento da aterrissagem, como acontece também nos voos de aviões comerciais.

Porém eu sou administrador e não astronauta, escrevo sobre carreiras, trabalho em equipe e vida pessoal do executivo e não sobre missões espaciais, então vou misturar os assuntos para a nossa conclusão.

Qual é a sua Lua? Aonde você quer chegar? Escolha sua meta e faça como o astronauta citado acima. Se diferencie dos demais, seja determinado, não se preocupe com quanto tempo você terá que gastar agora, estude tudo a respeito do seu objetivo.

Envolva o maior número de pessoas possível e detalhe seus planos a exaustão, busque engajamento e comprometimento do time que, dependendo do seu objetivo, poderá ser de colegas de trabalho, funcionários, família ou amigos, você precisará de todo o apoio possível para progredir em seus planos.

Mantenha o equilíbrio emocional e o corpo saudável para aguentar o esforço que será necessário e saiba que todo o empenho inicial, se for bem direcionado e planejado, será recompensado com a sensação de realização e com a certeza de que isso tudo é necessário para colocar a “nave em órbita”.

Então você poderá e deverá celebrar a conquista e terá tempo para “acenar na janelinha” como fazem os astronautas. Tudo voltará ao normal em sua vida até que você escolha outra Lua ou outro grande objetivo.

Luiz Eduardo Neves Loureiro

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