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Eu e o trabalho

Costumo dizer que trabalhar não é a coisa que mais gosto de fazer na vida.

Quando digo isso, algumas pessoas se chocam e eu atinjo o meu objetivo de fazê-las ouvir o que tenho a dizer a respeito da importância do trabalho para mim.

No mundo contemporâneo, o trabalho e o que ele representa em termos de investimento em tempo, estudo, preparação física e emocional, se tornou o ponto central da maioria de nossos afazeres. Trabalhar 10 horas por dia diariamente é tão comum que alguns executivos se envergonham de dizer que trabalham “só isso”.

Realmente, as exigências são cada vez maiores e as jornadas cada vez mais extensas. E é aí que eu encontro um grande paradoxo. Para mim o trabalho, que como já disse não é a coisa que mais gosto, serve para dar-me suporte financeiro para que eu possa desfrutar de alguns prazeres, que no meu caso são viajar, praticar esportes, ler muitos e bons livros, comer bem, entre outras coisas que podem até parecer futilidades.

No entanto, além do tempo aplicado no trabalho formal, temos que investir em tempo de estudo para que a empregabilidade se mantenha em níveis aceitáveis e não percamos o status profissional e nem baixemos o patamar salarial.

E aí aparece outro paradoxo. Para alguns, aquilo que seria o meio necessário para uma vida mais feliz e prazerosa, passa a ser um grande tormento que leva a um desgaste físico e principalmente mental de tamanha proporção, que acaba por tirar a motivação e o prazer para as outras atividades pessoais ou sociais.

Para que isso não aconteça é fundamental gostarmos daquilo que fazemos.

É inegável a centralidade do trabalho em minha vida. Trabalho dez horas por dia, sou um eterno estudante, participo de grupos de network cujo interesse é exclusivamente profissional e faço inúmeras outras coisas para melhorar meu desempenho e consequentemente o desenvolvimento da minha carreira. Porém, procuro não perder o foco de que o trabalho é a “ferramenta” que me permite, através da remuneração e dos círculos sociais que me proporcionam, praticar aquelas coisas que realmente me dão prazer e que, se não fosse através do trabalho eu não teria acesso.

Por isso acredito que, trabalhar muito naquilo que realmente gosta, com ética e respeito aos colegas, clientes, fornecedores e à sociedade é o meio para atingirmos o objetivo final e maior que é vivermos cada vez melhor e mais felizes.

 Luiz Eduardo Neves Loureiro 

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