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Equipes de alta performance e o desenvolvimento de carreira.

Equipes de alta performance são aquelas que entregam mais do que suas metas formais – quantitativas e qualitativas – de forma consistente e continuada em um ambiente de satisfação pessoal e desenvolvimento profissional.

Essa é a minha definição de equipes de alta performance já comentada em texto anterior.

Hoje eu vou discorrer sobre como as equipes com desempenho superior facilitam a evolução da carreira de todos os seus membros, inclusive, ou principalmente, do seu gestor, que aqui definirei apenas como líder.

Sobre o líder cabe um comentário importante. Equipes de alta performance não se dão bem com “chefes”, entre outras coisas porque chefes têm dificuldade em delegar e abrir mão do controle. Chefes gostam de microgerenciamento e são orientados para tarefas e as tarefas, apesar de importantes, não são o foco da atenção das equipes de alta performance.

Estas equipes se caracterizam pelo profundo comprometimento com os resultados da área/negócio e com os objetivos estratégicos da organização, portanto, o que elas precisam é disso: metas claras e uma boa diretriz estratégica.

O “como” surge da expertise técnica de cada um, da sinergia existente entre os membros e do poder de inovação que isso propicia. Ao líder cabe reforçar a visão estratégica, motivar e dar ritmo às ações e, eventualmente, fazer correções de rota.

Dessa maneira se constrói confiança, produtividade e muito resultado.

Em termos de carreira, os membros dessas equipes têm mais exposição e visibilidade individuais por suas virtudes técnicas e comportamentais e, com isso, alargam seus horizontes e são sempre lembrados para as oportunidades internas.

O risco que se corre, e sempre existe um risco, é o de esses profissionais serem percebidos também pelo mercado e se tornarem alvos da concorrência ou de outras empresas de segmentos diferentes.

A mitigação desse risco está na própria definição que cito no primeiro parágrafo: se existir verdadeiramente um ambiente de satisfação pessoal e desenvolvimento profissional, dificilmente perde-se esse tipo de profissional para o mercado.

Espera-se dos líderes das equipes de alta performance que aproveitem a capacidade de produção e de autogerenciamento de suas equipes para aumentar a atuação estratégica, identificar oportunidades de crescimento e com isso, ampliarem suas próprias oportunidades de desenvolvimento de carreira.

Mas o mundo corporativo é muito competitivo e um tenta engolir o outro…

Mas se deixarmos as equipes “soltas” os resultados não aparecem…

Mas isso não funciona na empresa em que trabalho…

Mas tenho receio de delegar demais e perder o controle…

Mas… mas… mas… E assim se perpetua a mediocridade.

Luiz Eduardo Neves Loureiro – Coach, consultor e palestrante

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