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Desenvolvimento Profissional: 5 etapas para o sucesso!

Desenvolvimento profissional, gestão da carreira e o encontro da felicidade em nossas ações pessoais e profissionais. Este é o trinômio que perseguimos com afinco e dedicação ao longo das nossas vidas, especialmente a partir do momento em que somos agraciados com a aprovação no exame vestibular.

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A partir desse ponto começa um interminável ciclo de buscas. Em geral justificamos todo nosso sacrifício, todo investimento de tempo e dinheiro pelas conquistas materiais que amealhamos. Justificamos para nós mesmos e para uma sociedade que cobra explicações. É preciso ser um vencedor. Acima de tudo é preciso ser uma pessoa vitoriosa. Sendo assim, é preciso conquistar os signos da vitória: carros luxuosos, apartamentos/casas em endereços considerados elegantes ou minimamente bons, viagens anuais (de preferência ao exterior), um casamento feliz e filhos excepcionalmente inteligentes. E, claro, fazer exibição pública de todas essas coisas; afinal de contas, de quê adianta ser tão bem sucedido se ninguém ficar sabendo disso?

Mas, um belo dia, você se dá conta de que talvez todas essas “conquistas” não estejam te satisfazendo por completo. Como um drogado que atingiu níveis de tolerância e busca um novo barato em geral as pessoas entregam-se a buscas mais profundas e furiosas. Sempre nesse mesmo sentido: o sucesso pessoal e profissional. As pessoas mais lúcidas simplesmente dão-se conta de um profundo incômodo e, de modo bastante freudiano, negam o fato de que justamente todos os signos de sucesso, perseguido à custa de muitas noites sem dormir e de muitas horas perseguindo objetivos absurdos podem ser, justamente elas, a fonte de toda sua insatisfação.

O que fazer para não enlouquecer? O que fazer quando você descobre que mentiram pra você? Pior do que isso: o que fazer quando percebe que mentiu pra si mesmo?

Pessoas infelizes não fazem nada bem. Não se faz nada sem pessoas. Logo, não se consegue fazer nada com pessoas infelizes.

Mais do que isso: as estruturas organizacionais que atualmente mantemos são construídas de modo a produzir pessoas infelizes. É algo incompreensível, mas é assim que funciona. E não raro vemos a repetitiva ladainha dos profissionais de RH e executivos de alto escalão reclamando que não conseguem construir equipes eficientes, que a retenção de talentos é algo difícil e problemático, etc. e tal. Pois é…   não se pode ter pessoas felizes num ambiente de trabalho onde as pessoas são permanentemente fustigadas a cumprir metas que ninguém sabe de onde vieram e por motivos no mínimo duvidosos.

A gênese disso tudo está, seguramente, na escolha da carreira. Você conhece alguém que, quando adolescente, sonhou em ser operador de mesa de câmbio num grande banco? Certamente não. Mas acredito que conheça diversas pessoas que sonharam em ser chefes de cozinha, fotógrafos, artistas plásticos, músicos e até mesmo em ter o próprio negócio. Mas, nada disso aconteceu.

Domenico De Masi já afirmava, anos atrás, que se cada um seguir sua vocação verdadeira teremos profissionais melhores e pessoas mais felizes. Sim, isso é verdade. Vocação vem do latim vocare, chamar. Noutras palavras, a vocação é um chamado, algo que tem muito mais de paixão e muito menos de razão. Evidente que a falta de vocação não é a única razão a produzir infelicidade profissional e pessoal, mas sem dúvidas é uma das mais importantes.

Nossos jovens, assim como nós mesmos antes deles, não conversam com ninguém a respeito de carreira. Quando o fazem são os professores os repositórios dessas dúvidas. Quanto aos pais, quando consultados lembram aos filhos que é preciso escolher uma carreira que proporcione dinheiro suficiente para pagar as contas e, principalmente, bancar os luxos que desejamos. E ai começa o calvário. Evidente que os pais buscam o melhor para seus filhos, sempre. São os culpados inocentes e isso não é apenas uma figura de retórica, é fato. Mas, o que não sabemos quando jovens é que as pessoas (todas) são em geral conduzidas muito mais por seus medos e muito menos por suas fortalezas. É o medo quem guia as orientações que os pais oferecem a seus filhos. Temem pelo futuro de seus filhos e na esteira desse temor carreiras que não tenham a perspectiva de uma receita graúda são despachadas para a cesta do absurdo.

“Absurdo esse menino querer ser fotógrafo!”. Já ouviu algo assim? Pois é…    No entanto esquecem, pais e jovens, que uma carreira constrói-se com paixão (vocação) e com treinamento. Não importa o quão vocacionado ou talentoso, caso não receba o treinamento adequado todo esse talento resultará em frustração. O que desejamos dizer com isso é que nem serve apenas uma formação universitária numa área com promessas de ganhos extraordinários e nem serve um talento sem a devida formação.

Nós, autores deste artigo, temos formações em áreas que, em tese, oferecem grandes oportunidades, inclusive no setor público. Ambos somos egressos do mercado financeiro. Ambos exercemos atividades completamente diferentes daquelas áreas nas quais nos formamos. Tivemos a sabedoria e a coragem de mudar.

Evidente que é possível obter sucesso pessoal e profissional e ter uma vida longa e feliz. Desde que você dê atenção a seu coração.

Quando trabalhamos apenas pelo dinheiro nos tornamos amargos e desiludidos. Por quê? Simples: a satisfação que isso produz é fugaz. O que nos dá verdadeira satisfação é o propósito com que realizamos nossos dias. A certeza de que estamos fazendo algo que tem significado.

Quando desejamos algo devemos nos mobilizar para construir essa coisa. Esperar que alguém nos dê pronto ou faça por nós é algo extremamente infantil. Pessoas maduras fazem o que desejam e não esperam que alguém faça.

Não é seu chefe que vai lhe outorgar satisfação e nem a possibilidade de ir uma vez por ano aos Estados Unidos gastar uma pequena fortuna em compras. A satisfação é algo íntimo e silencioso. Tem a ver com a consciência de que alguém está feliz por conta de algo que você fez, mesmo que você seja parte de uma grande engrenagem, essa satisfação existe. Está, portanto, ligada ao ato e à capacidade de servir e não à de ser servido.

Entretanto, ainda teimamos em sistemas que não trazem os resultados que desejamos. Insistimos num modelo de empresa e de emprego/trabalho que, comprovadamente, não dá resultados. Não é possível termos pessoas felizes num ambiente construído para que as pessoas fustiguem-se umas às outras sem nem saber o motivo. Nós, autores, praticamos esportes. Primeiro porque gostamos e em segundo lugar porque não temos mais 18 anos…   dia desses, um de nós estava fazendo seu treino quando uma colega de academia, de repente sai correndo para se trocar. Indagada do motivo da correria repentina ela explica: já havia sido severamente repreendida por ter chegado ao trabalho com 15 minutos de atraso em virtude da academia. Não por acaso conhecemos a empresa onde ela trabalha e sabemos que é uma companhia que tem por hábito alardear o respeito que tem por seus funcionários e pela qualidade de vida dos mesmos. Que foi? Ficou espantado? Pois não fique; esse comportamento esquizofrênico é muito mais comum do que imagina. Esse é um dos fatores de insatisfação profissional, combinado com uma série de outros, claro. Além disso, a mesma empresa que controla os minutos a mais na academia é obrigada a suportar ausências prolongadas e traumáticas quando seus funcionários, por falta de atividade física regular, sofrem um infarto ou AVC.

Se você é capaz de compreender que é possível e necessário fazer escolhas adequadas em sua carreira (porque sua carreira, em última análise, é sua vida), se você entende que é importante ser competente e ao mesmo tempo sensível às questões pessoais inerentes a seus colegas e subordinados, se você acredita que não é possível dissociar quem se é do que se faz, parabéns, você tem elevada inteligência emocional. E sendo assim, perceberá o quão agressivos são os comportamentos diferentes deste. E perceberá que são a regra e não a exceção.

O importante não é que você termine essa leitura deprimido, mas consciente de que sempre há tempo de transformar-se, sempre há tempo de reinventar-se e de começar novos empreendimentos. Sempre há tempo para ouvir seu coração.

Antonio Lombardi (Lombardi & Co) e Luiz Eduardo Loureiro

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