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Como o CrossFit está mudando minha vida profissional!

Trabalho com marketing há quase 10 anos e já passei por cenários e contextos bem diferentes que me ensinaram bastante, de agência à cliente. Percebi o que poderia levar de aprendizado de cada projeto, mas demorei para entender que algo totalmente externo ao meu trabalho seria responsável por uma guinada na minha vida profissional. Até que há 10 meses comecei a fazer CrossFit e uma metamorfose se iniciou.

“Sou café com leite”

Essa expressão, que já diz muito sobre a minha postura na defensiva, era praticamente um mantra que eu repetia todos dias para meu coach. “Este peso eu não consigo”, “Vou devagar”, “Esse eu não vou tentar” e “Sou café com leite”. Todos os dias eu era praticamente empurrada da cama às 5:20 pelo meu noivo, principal motivador para eu encarar essa rotina em sua companhia, e ia para o box (lugar onde acontecem as aulas de CF) com vontade de melhorar, porém cheia de receios.

Muitos conhecem CrossFit por ser um conjunto de exercícios pesados. Até hoje, quando comento que pratico, o que mais ouço é que eu sou muito frágil, que posso me machucar etc. E esses argumentos, no início, só me repeliam de cultivar os calos, roxos e arranhões naturais de quando você se aventura em alguns esportes.

O que eu não esperava era que seria impossível ficar muito tempo acomodada com aquela atitude nesse ambiente. Quem faz CF sabe que a comunidade, além de incentivar uma competição saudável entre os aspirantes a atletas, cultiva também um senso de parceria enorme. Quando você se dá conta todos estão vibrando com a superação do outro, e não importa se você agacha com 30 ou 90 quilos, você vai se surpreender quando alguém lá do outro lado grita: “Vai, você consegue!”.

Repare na foto acima no meu primeiro mês de treinos. A maior parte das pessoas exibindo uma pose de campeão, e eu lá encostada na parede, meio apagada. O sorriso era de dever cumprido, mas que postura é essa?

Posso fazer uma comparação direta com minha jornada profissional. A vontade de fazer acontecer sempre foi enorme, e fui muitas vezes reconhecida como uma ótima profissional, auto motivada, hands-on e tudo mais, mas faltava alguma coisa…

Fake it until you become it

Encarar essa foto me fez entrar em um processo de autoconhecimento, e iniciei uma busca por vários conteúdos que pudessem me ajudar. No meio de vários TEDs, o vídeo da Amy Cuddy me chamou atenção e me fez pensar um pouco mais.

Resumindo, ela é uma psicóloga social de Harvard que estuda linguagem corporal, e como esta pode alterar, nem que por um período, suas taxas hormonais te influenciando positivamente em um momento de stress. Fala sobre a correlação entre a postura na comemoração de uma vitória esportiva e a power pose dos super heróis. Muito inspiradora!

De repente, eu entendi que aquilo já estava acontecendo na minha vida, eu só precisava saber onde usar esse empoderamento. Cada incentivo lá no box, me fazia ter vontade de tentar de novo; cada quilo a mais na barra, me dava estrelinha, e alguns tapinhas nas costas faziam eu me sentir a própria mulher maravilha. Parei então de temer os pequenos machucados que poderiam surgir e me entreguei ao esporte.

No ambiente corporativo às vezes esquecemos de comemorar essas pequenas vitórias e os calos que vamos ganhando com o tempo, talvez isso resulte na falta de gás em nosso dia a dia. Mas eu resolvi colocar em prática o exercício da Amy: me concentrar numa posta mais confiante, e me abrir para novos desafios.

Em um mês, eu percebi o quanto aquele TED havia me transformado. Com minha nova postura eu estava me expondo mais e ganhando uma experiência que eu nem imaginava. Resolvi ir além e me arriscar num curso de gestão de projetos, que há tempos vinha namorando, e que me tiraria completamente da minha zona de conforto.

“Não adianta trabalhar, tem que revolucionar”

No início do ano meu gerente sugeriu que eu fizesse um curso clássico de gestão de projetos. A velha postura na defensiva me fez ensaiar mas nunca fazer a inscrição. Quando pensei em novos desafios, era nesse ponto que eu iria focar.

Já que era para aprender coisas novas e me sentir verdadeiramente provocada, tinha que ser algo inovador. Procurei por um tempo, e achei na Mastertch (startup de educação, que já era fã), um novo curso que estavam divulgando. Gestão de projetos ágeis “alguns princípios que são muito mais modernos e aplicáveis no dia-a-dia como mudança sendo regra, além da maior interação com o cliente/áreas durante todo o processo” palavras do CEO que me conquistaram de imediato.

Um tiro certeiro, já que pela metodologia do curso as aulas possuem dinâmicas e muita mão na massa, onde sou obrigada a me expor o tempo todo. Logo na primeira semana escutei “Não adianta trabalhar, tem que revolucionar” e aquela frase fez muito sentido para meu momento. Saio das aulas munida de informações que me dão confiança para mudar a forma como trabalho, e implementar inovações na minha área.

Uma mudança de postura

O resultado é a realização de muitos clichês sobre se abrir para a vida, pois no momento que me permiti tentar, comecei a receber coisas maravilhosas em troca. Uma lista repleta de itens que me fizeram a olhar para frente: tentar um novo esporte, estar cercada de pessoas que me incentivam e absorver conteúdos que me coloquem em outro patamar.

Percebi o que estava faltando na minha vida profissional: me arriscar. Mesmo que na mesma empresa, hoje me permito a enfrentar novos desafios. Tudo bem se eu não conseguir um resultado perfeito de cara, mas cada posicionamento que consigo defender, é um quilo a mais; cada chance que eu tenho de me expor é um quilo a mais; cada risco assumido é um quilo a mais… e agora ninguém me segura!

Tainã Carvalho – Analista Senior de Marketing na Herbalife e atleta na CrossFit Bars ‘n’ Rings

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