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A bigorna e o balão

Sempre que falo em carreira profissional ou evolução do ser humano em qualquer sentido penso na bigorna e no balão.

É uma analogia que faço com a mobilidade de um e de outro. Sabemos que para crescermos como cidadãos, profissionais ou simplesmente como pessoas, temos que nos cercar de outros indivíduos imbuídos da mesma intenção que facilitarão o nosso progresso e que nos acompanharão nesse crescimento.

Então, por que é tão difícil a nossa jornada rumo aos objetivos e sonhos tão arduamente perseguidos?

Para responder essa pergunta temos primeiro que saber quais são os nossos objetivos e se eles são verdadeiramente alcançáveis e temporais, ou seja, se nossa meta for antecipadamente reconhecida como impossível e não estabelecermos um prazo para que se concretize, não temos porque perder tempo com isso, certo?

Porém, se a nossa meta estiver claramente estabelecida e for alcançável dentro de um determinado período de tempo temos que definir quem deverá nos ajudar a chegar até ela.

Nesse momento é preciso muita humildade para reconhecer que não se vai a lugar algum sozinho; precisamos ter humildade também para saber que aqueles que nos ajudarem também estarão progredindo e eventualmente poderão alcançar postos ou objetivos muito mais significativos que os nossos.

Note que isso não é ruim como no primeiro momento nosso instinto egoísta pode sugerir. Se um colega de trabalho passar a ser nosso chefe, a qualidade dessa nova relação estará diretamente ligada à relação anterior, eu quero dizer que se tivermos sido colegas leais, participativos e preocupados com o desempenho de toda a equipe, certamente estaremos nos planos do novo chefe, e isso não pode ser ruim.

Então é muito importante escolhermos as pessoas certas para nos acompanhar, elas poderão funcionar como uma bigorna atada aos nossos pés ou como balões de gás, facilitando a nossa subida.

Também não podemos esquecer que, fazendo parte de uma equipe, nós também poderemos estar agindo como bigorna ou como balão para os outros e que qualquer pessoa dotada de ambição sadia e comprometimento com os seus objetivos e os da empresa em que trabalhar, tenderá a se desvencilhar das “bigornas” e a se agarrar aos “balões”.

Continuando com as analogias, lembre-se que um balão de gás pode subir as alturas ou parar em um “teto”. Não escolha trabalhar para um chefe que seja o seu teto. Escolha trabalhar para pessoas que queiram progredir sempre; é inevitável que em médio prazo o seu limite de progressão na carreira seja o seu chefe, se ele não tiver grandes aspirações de pouco adiantará você as ter.

Pessoas com objetivos claramente definidos, factíveis e temporais, que se cercarem de outras de boa índole e que dedique a elas a mesma lealdade e companheirismo que espera lhe seja dedicado, certamente fará parte de um grupo que crescerá junto e não terá um chefe como teto e sim um grande incentivador da jornada.

Esse “mundo” existe? Eu tenho certeza que sim. Pense e aja dessa maneira que oportunidades não faltarão.

Luiz Eduardo Neves Loureiro

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